terça-feira, 17 de maio de 2011

Maio, 13

Buenos dias!

Hoy acordamos em Barcelona!

Um pouco cansados da viagem e ainda não sintonizados com a língua nativa, descemos do trem e rumamos pro café da manhã.


Ontem não discorri sobre as compras mas hoje senti que elas foram, e estão pesadas. As malas já não estão mais leves como vieram. Houve também um certo ruído na cabine que não cessou durante a noite mas "Valle" (diz-se "balle" e, pelo que percebí, é o "ok" por aqui).

Nosso apartamento só estaria disponível as 14h, mas o trem chegou as 9h. Depois de umas perguntas aqui e alí, conseguimos um lugar para deixar as malas.

Aqui cabem duas dicas:
1 - Ao invés de irmos para um hotel, alugamos um apartamento. Foi o melhor custo/benefício da cidade, e o apartamento que ficamos foi muito bom. Recomendo (http://www.apartmentsramblas.com)
2 - Deixar as malas em armários (e nossas malas não são pequenas) também foi um diferencial. Este maleiro fica próximo a Plaza de Cataluna, na Carrer d'Estruc, bem no início.

Livres das malas, caminhamos bastante ainda pela manhã. No Passeig de Gracia visitamos algumas obras de Gaudi, algumas lojas da região e a catedral Sagrada Familia, ainda "em construção". :o)


Demos entrada no apartamento e rumamos para o almoço, já combinado, no Xiringuito del Escribá (Barraquinha do Escribá). O almoço foi muito típico, inclusive com paellas normais e vegetariana, e foi tão bom que só terminou as 18h. A convite dos anfitriões ainda visitamos um bar chamado 41 graus, um bar assinado pelos irmãos Adriá. Se estiver em Barcelona, vá.


Visitamos ainda o ateliê de Christian Escribá, um chef especializado em doces que surpreendem, terminando a noite com uma boa dose de criatividade e ousadia.


Amanhã mais de Barcelona com a visita de nosso amigo blogueiro do Bertonices.

Buenas noches!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Maio, 12

Bonjour!

Dia de compras das meninas.
Hoje inesperadamente todos acordaram cedo e eu fui o último a ficar pronto... Estranho.

As 9:30h todos já tinham tomado café e sairam
para a estação Saint-Lazare do metro, onde ficam as grandes lojas de Paris.
Como não sou muito deste mundo, aluguei uma Velib e sai por Paris...

A princípio, saí sem rumo pela cidade, o que sempre é muito divertido pois existem muitos turistas e a arquitetura da cidade é muito diferente da nossa.
Depois de alguns minutos pedalando, me coloquei um desafio de pedalar até a Sacre Couer, um dos pontos mais altos de Paris. O bacana é que sem um mapa, a gente sempre vai pelo instinto e pelas placas da cidade. Confesso que, ao passar pelo Moulin Rouge, abortei a magrela e subi a pé. Isso é mais ou menos o início da escalada ao cume.


A vista de lá é muito boa, ainda mais com um dia de céu azul, as escadarias estão sempre repletas de gente a admirar a cidade e uma coisa que notei desta vez foi a quantidade grande de jovens e crianças, com seus professores, fazendo uma espécie de aula de história na rua. Também nos parques, crianças até uns 6 anos, brincando nas praças de uniforme, também monitoradas pois dois professores, divididos em pequenos grupos.

A fome me chamou para o "down hill", mas acho que muitos tiveram a mesma idéia. Foi difícil achar uma outra bike disponível. Encontrei-a já quase na mesma altura do Moulin rouge, porém mais a leste. Daí, novo desafio pessoal: encontrar no Marais o falafel vegetariano.


Sabia que ficava bem a leste da cidade, então, sempre para baixo e para a esquerda. Cruzei com vários arcos menos importantes da cidade, mas ainda bem preservados e de repente estava frente a Gare do Leste. De lá havia uma avenida direta para o Pompidou, próximo ao Marais. Neste trajeto, percebe-se que naturalmente as cidades criam seus bairros étnicos. Percebi claramente ter cruzado um bairro negro próximo a gare e um árabe e/ou indiano. O Marais é um bairro judaico. Já na região, comecei a caminhar novamente, agora pelo faro da comida. Sabia que estava perto, mas ainda sim, não sabia como chegar. De repente, de uma esquina me sai um sujeito com o falafel na mão. Bingo! Foi só seguir a trilha. Taí um lanche que não tem igual no Brasil. Em casa, pelo menos, vai ter.

Do Marais pra casa, o caminho é conhecido, porém não menos glamoroso, afinal estamos em Paris.

A noite pegamos o trem para Barcelona por conta do casal amigo que queria realizar um trecho da aventura nos trilhos. Reservamos uma cabine com 4 camas, e a viagem levou 12 horas (o mesmo trecho de avião leva 1:20h). O legal foi que revivi uma viagem que fiz de Bauru a Corumbá, também numa destas cabines de trem, "ainda outro dia atrás"...


Termino hoje com o "buenas noches", pois no trem a língua oficial já é o espanhol.

PS: o passeio de bike deu 13km cravados... (fonte: Google maps). As fotos adiciono depois pois tá muito difícil agora.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Maio, 11

Bonjour!

Hoje nos dividimos!

Casal Amigo:


Sairam de casa com destino a padaria Eric Kaiser (não vou tecer comentários sobre o local, pois já o fiz anteriormente). Depois rumaram para o Louvre, através da entrada dos leões, sem fila, dica que também já demos.


Fizeram um percurso rápido das maiores obras, pois estávam sedentos por vinhos locais.

O amigo enogastronomico já tinha seus passos calculados, e rumou para a Lavinia, uma das melhores lojas de vinho de Paris. Sei que chegaram carregados de caixas com bons rótulos.
Dica: Na loja, se fizerem um cartão de fidelidade de 15 euros, o cliente ganha 5% de desconto em todas as compras. Lembrando que o Tax refund é válido também nestas compras.

A loja ainda oferece a possibilidade de degustar alguns rótulos em taça, antes da compra, além de um pequeno bistrô.

Nós:

Passamos também pela Eric Kaiser, junto com nosso amigo local e co-criador do blog Bertonices, porém nosso destino era Giverny, terra de Monet.
A viagem leva 0:40h até Vernon, e mais 0:10h até os Jardins de Monet.

A cidade é bem pequena, porém agradável. Existe uma excelente ciclovia, porém o aluguel das velos é um pouco salgado (14 euros, contra 2 euros do onibus).


O jardim e a casa são fantásticos. Uma área verde ampla, repleta de flores muito bem cuidadas, e aromas incríveis. A combinação de variedades também faze a diferença e cria efeitos muito bons. Realmente um excelente local para sua inspiração.


Todo o passeio durou por volta de 6 horas. Muito recomendado.

Todos novamente:

Nos encontramos em casa, porém já tínhamos reserva no Le Comptoir, um bistro no metro Odeon, dica de um amigo de SP. O restaurante serve um menu degustação com 5 pratos, porém foram servidos 7 pratos mais uma taça de champagne por conta da casa.


Nosso amigo enogastronômico aprovou todos os pratos, inclusive alguns mais de uma vez, visto que nem todos os presentes comiam todas as espécies oferecidas no menu. Dentre as mais exóticas cito caviar e cérebro de vaca. Desculpas ao meu amigo mas este que escreve tem algumas restrições alimentares, e que foram difíceis de se explicar no restaurante. A gerente só entendeu isso depois da segunda entrada.


Mesmo assim, o vinho e o atendimento foram impecáveis.

Resumindo: Se você não tem restrições, recomendado. Se você tem, o custo / benefício pode ser muito alto.

Amanhã, compras, biking e viagem para Barcelona.

Maio, 10

Bonjour!

Hoje o dia começou cedo no horário daqui. As 8h já estávamos na estação de Montparnasse para pegar o carro alugado e rumarmos para Epernay, capital do champagne e onde fica a Moet & Chandon.
De Paris, o percurso dura 1:40h, por estrada rápida e segura.


A região é muito bonita, repleta de vinhedos em todas as encostas e cereais nas partes baixas. Isso porque as geadas ocorrem no fundo dos vales, o que queimaria as videiras e comprometeriam a safra. As videiras homologadas na região, totalizam somente 18km2, distribuídos entre diversos viticultores que ou produzem champagne, ou utilizam a cooperativa local para produzir, ou vendem sua safra para grandes produtores como a Moet & Chandon.

Ao chegarmos, fomos muito bem recebidos por Maria Filomena, francesa, porém filha de portugueses, ou seja, um atendimento especial. A empresa recebe visitantes do mundo todo e tem profissionais preparados para recebê-los em sua língua nativa.


Como nosso companheiro de viagem é influente no meio enogastronômico, nossa visita foi especial. Primeiro conhecemos a história das famílias Moet e Chandon, depois visitamos alguns dos aposentos visitados por Napoleão Bonaparte, amigo dos Moet.
Faltou dizer que a empresa está situada no mesmo lugar desde 1743, quando a família Moet adquiriu as terras e cavou as primeiras cavas. Hoje são 28km (isso mesmo, 28km!) de cavas situadas embaixo da cidade de Epernay, forradas de champagne, a uma temperatura constante de 12oC, aguardando 3, 10 ou 15 anos para estarem prontas ao consumo.


Nosso grupo de somente 5 pessoas foi convidado a conhecer o chatêau da família, onde se deu a apresentação dos rótulos da casa, a degustação e o almoço. O sommelier nos apresentou 2 champagnes Grand Vintage, um branco e um rose, e logo após deu-se início ao ritual do almoço, em uma sala anexa. O menu foi completo, com entrada, prato principal, queijos e sobremesa e com um serviço formal como eu nunca havia visto antes. O menu foi preparado especialmente para harmonizar com as Grand Vintage. Nas mesmas salas que estivemos, um dia esteve Napoleão Bonaparte... Louco né? Digo, Napoleão também era, mas eu me referia ocasião.


Visitamos mais uma vinícola, a Taittinger, no final do dia, porém essa não provei, afinal alguém tinha que dirigir de volta a Paris...

Por incrível que pareça ainda saímos para jantar. Que cansaço.

Amanhã tem mais. Louvre para o casal amigo, e jardins de Monet para nós.
Bon nuit!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Maio, 9

Bonjour!

Ainda estamos acordando tarde devido a diferença de fuso horário. Hoje pegamos as Velib por volta das 11h e pedalamos para a torre Eiffel. O céu estava muito azul e o calor bem bom.
Nunca tente ir a torre nos fins de semana, pois as filas são enormes. Hoje, apesar de vários turistas na região, as filas estávam bem tranquilas.

Como já conhecemos a vista de cima da torre, optamos por seguir para o Trocadero e caminharmos um pouco.


A arquitetura do bairro é muito boa e os edifícios são muito bem conservados. Entre uma rua e outra, encontramos um salão de unhas, e Mari aproveitou para um reparo emergencial. O serviço foi rápido e prático, porém com um pouco de mímicas, devido ao nosso pobre francês e ao inexistente inglês de alguns locais...
Deixamos o bairro em direção a Invalides, onde almoçamos a famosa soup l'oignon e a salada de queijo de cabra.



No caminho, encontrei um edifício com aquele muro verde (greenwall) ou jardim vertical, criado por Patrick Blanc. Eu já havia pesquisado várias vezes, pois achei a idéia muito boa, e agora, sem querer, estive frente a frente com a obra. É muito natural de perto e veja que as plantas floresceram, porém é bastante úmido, a água fica escorrendo o tempo todo. A temperatura também é mais baixa próximo a parede, tornando-se uma solução alternativa para climatização.


Para o jantar, fomos em busca de algum dos inúmeros restaurantes próximos a estação Odeon do metro, onde as ruas são bem estreitas e com um ar mais medieval da cidade... Terminamos o dia por aqui.

Amanhã, visita as vinícolas de champagne!






Maio, 8

Bonjour!

A noite de ontem terminou as 3 da manha, muito por conta de que seriam 23h no Brasil logo, hoje acordamos as 13h, horário local. Depois de um belo café nespresso com vários croissants e pain au chocolat saimos para caminhar na Champs Elysees, através do Jardin de Touleris, de onde se vê ao fundo, o Arco de Triunfo...

Devido ao ímpeto feminino de compras, abandonamos os meninos para entrarmos nas melhores lojas de Paris e depois de muito tempo, os encontramos famintos e fomos by metro até o bairro Marais, comer um famoso falafel vegetariano.


Após umas voltinhas e uns docinhos, paramos para apreciar a Catedral de Notre Dame, fechada pois já eram 20h e ainda estava claro. Voltamos para casa com as Velib (bikes), pedalando a beira do rio Sena, cheio de bateaus com seus turistas, subindo e descendo o rio...

Como a noite ainda apresentava o sol que insistia em não se pôr, decidimos pedalar até a ponte Alexandre III, uma das mais belas pontes de Paris, próximo ao Gran Palais e Petit Palais.

Enfim entregamos as bikes no museu D`Orsay e caminhamos ate em casa. À la maison, fizemos uma deliciosa raclete, ao modo francês.

Amanhã torre Eiffel e arredores...

domingo, 8 de maio de 2011

Novas férias, novas viagens!

Bonjour!

Novas férias, novas viagens!
Em 2009 estivemos em Paris e neste ano, estamos de volta.
A viagem foi muito tranquila e chegamos a Paris na tarde do sábado. Por conta da primavera, os dias já estão mais longos e a noite chega somente as 20:30h. Por conta disso, decidimos fazer um pic-nic em frente aos jardins do Louvre, onde diversos grupos também se encontram para comer e conversar.



Como sempre, muito queijo, vinho, champignon, e a maravilhosa 2000 folhas. Assim que cheguei, fui direto a Pierre Herme comprar a melhor sobremesa de Paris. (Acabo de lembrar que ainda tem um pedaço na geladeira, peraí...)


O clima está muito agradável, muito melhor do que o último outono, favorecendo a conversa noturna nos bares e cafés da cidade. Escolhemos o bairro Marais (Diz-se Marré) para nosso fim de noite.

Amanhã tem mais...